Dia Mundial da Paz: Papa pede combate contra a pobreza e paz para Gaza Agência Ecclesia 01 de Janeiro de 2009, às 13:33 ... Bento XVI lançou um apelo pela erradicação da pobreza em todo o mundo, frisando que a violência é uma forma de “pobrezaâ€, pelo que são necessárias “respostas concretas à aspiração geral a viver em paz, em segurança, em dignidadeâ€. No primeiro dia de 2009, lembrou a actual situação em Gaza, que já provocou centenas de mortos e feridos. O Papa falou do “profundo desejo de viver em paz que sobe do coração da grande maioria das populações israelitas e palestinianas, mais uma vez colocadas em situação de risco pela maciça violência que explodiu na Faixa de Gaza, em resposta a outra violênciaâ€. Na homilia que pronunciou neste Dia Mundial da Paz, na BasÃlica de São Pedro, Bento XVI disse ser necessário “combater a pobreza que impede as pessoas e as famÃlias de viverem segundo a sua dignidadeâ€. Uma pobreza que ofende a justiça e a igualdade e que, como tal, ameaça a convivência pacÃfica. Nesta acepção negativa se incluem todas as formas de pobreza não material que existem também nas sociedades ricas e avançadas: marginalização, miséria relacional, moral e espiritualâ€, elencou. Mais concretamente, indicou o Papa, há que “reduzir o desnÃvel entre quem esbanja o supérfluo e quem carece até mesmo do necessárioâ€. “Isto comporta escolhas de justiça e de sobriedade, opções que se impõem aliás pela exigência de administrar sapientemente os limitados recursos da Terraâ€, precisou. O Papa lembrou que, na Igreja, “o voto de pobreza é o compromisso de alguns, mas recorda a todos a exigência do desprendimento dos bens materiais e o primado das riquezas do espÃritoâ€. “A pobreza do nascimento de Cristo, em Belém, para além de ser objecto de adoração para os cristãos, é também, para todos, escola de vida, que nos ensina a combater a miséria, material ou espiritual, o caminho a percorrer é o da solidariedade, a que levou Jesus a partilhar a nossa condição humanaâ€, observou. No final da homilia, o Papa quis “depor aos pés de Maria as nossas preocupações pelo presente e os temores sobre o futuro, mas ao mesmo tempo a fundada esperança de que, com o contributo sábio e clarividente de todos, não há-de ser impossÃvel escutar, ir ao encontro do outro e dar respostas concretas à aspiração geral a vier em paz, em segurança, em dignidadeâ€. Mais tarde, já na Praça de São Pedro e perante milhares de fiéis que desafiaram a chuva neste primeiro dia de 2009, Bento XVI afirmou que “Cristo não organizou campanhas contra a pobreza, mas anunciou aos pobres o Evangelho, para um resgate integral da miséria moral e materialâ€. “O mesmo faz a Igreja com a sua obra incessante de evangelização e promoção humanaâ€, concluiu. Na homilia que tinha proferido há minutos, o Papa precisara que “a história terrena de Jesus, culminando no mistério pascal, é o inÃcio de um mundo novo, porque inaugurou realmente uma nova humanidade, capaz, sempre e só com a graça de Cristo, de operar uma revolução pacÃficaâ€. “Uma revolução não ideológica, mas espiritual, não utópica mas real, e para tal carecida de infinita paciência, com tempos por vezes muito longos, evitando os atalhos e percorrendo o caminho mais difÃcil: a via da maturação da responsabilidade das consciênciasâ€, referiu. Segundo Bento XVI, “o nascimento de Jesus em Belém revela-nos que Deus escolheu para si mesmo a pobreza, ao vir ao meio de nósâ€. “Testemunha exemplar desta pobreza escolhida por amor é Francisco de Assis. Na história da Igreja e da civilização cristã, o franciscanismo constitui uma difusa corrente de pobreza evangélica, que tanto bem fez e continua a fazer à Igreja e à famÃlia humanaâ€, assinalou. O Papa aludiu ainda à “estupenda sÃntese de Paulo sobre Jesus†e à exortação dirigida aos cristãos de Corinto quando lhes pedia para serem generosos a favor dos pobres: “Não se trata de colocar-vos em dificuldade para aliviar os outros, mas sim de fazer com que haja igualdadeâ€. (Com Rádio Vaticano) FOTO: Lusa Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...