Vaticano

Diálogo Inter-religioso: Vaticano envia mensagem a muçulmanos pelo fim do Ramadão

Agência Ecclesia
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Mês de oração e jejum conclui-se a 5 de julho

Cidade do Vaticano, 22 jun 2016 (Ecclesia) - O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (Santa Sé) enviou uma mensagem aos muçulmanos de todo o mundo, pelo fim do mês do Ramadão, a 5 de julho, sublinhando a importância de um esforço conjunto em favor dos pobres.

“É motivo de grande esperança de ver ou ouvir de muçulmanos e cristãos que se unem para ajudar os mais necessitados. Quando unimos os nossos esforços, nós obedecemos a um importante mandamento presente nas nossas respetivas religiões, e damos demonstração da misericórdia de Deus”, refere o texto, assinado pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do dicastério.

O documento fala nas “vítimas de conflitos e violência”, em particular idosos, crianças e mulheres, e nas “vítimas do tráfico de seres humanos”.

“Não podemos fechar os olhos para estas realidades, ou virar-nos para o outro lado diante desses sofrimentos”, defende o cardeal francês, que desafia católicos e muçulmanos a “ajudar aqueles que têm necessidade, independentemente da sua etnia ou crenças religiosas”.

O texto sublinha que a celebração do Ramadão e do ‘Id al-Fitr’ (festa conclusiva deste mês de jejum ritual) representam “um importante evento religioso para os muçulmanos em todas as partes do mundo, centrado no jejum, na oração e nas boas ações”.

A mensagem intitula-se “Cristãos e muçulmanos, beneficiários e instrumentos da divina misericórdia”.

O cardeal Tauran realça que este é um tema importante para os fiéis das duas religiões, que acreditam “num Deus misericordioso, que mostra a sua misericórdia e compaixão para com todas as suas criaturas, em particular a família humana”.

“Ele é misericordioso ao cuidar de cada um de nós, concedendo-nos os dons necessários para a nossa vida diária, tais como comida, abrigo e segurança”, precisa.

O texto alude à tradição islâmica que apresenta Deus como “Aquele que perdoa muito” (al-Ghafour) e das peregrinações (hajj) aos Lugares Santos como “um momento oportuno para experimentar a misericórdia de Deus”.

A mensagem conclui-se com votos de “abundantes bênçãos” durante o Ramadão e de “alegria duradoura de ‘Id al-Fitr”.

OC



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