Vaticano

Director das Vilas Pontifícias comenta "férias" do Papa em Castel Gandolfo

Octávio Carmo
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Distante do calor húmido que envolve Roma há várias semanas, João Paulo II prossegue as suas férias em Castel Gandolfo. A presença do Pontífice na residência apostólica de verão é uma tradição, justificada por Saverio Petrillo, Director das Vilas Pontifícias. “É preciso dizer que o calor também se sente em Castel Gandolfo, porém, na parte da tarde, a localidade é refrescada com uma brisa que dá muito alívio às altas temperaturas. Depois, há o lago, este amplo espelho d’água verde que toma conta da paisagem e que dá verdadeiramente um sentido de paz, de repouso e de alívio para o espírito”, explica a Radio Vaticano. As diferenças fazem-se sentir também nos momentos de contacto com os peregrinos, constata este responsável. “O pátio interno da residência pontifícia é muito limitado como espaço, portanto os peregrinos acabam ficando a um metro e meio, dois metros de distância do Santo Padre. Existe um colóquio que não é feito somente de palavras e de cantos, mas é um colóquio de gestos: o Santo Padre e os peregrinos podem olhar-se nos olhos, o que é muito belo”, refere Saverio Petrillo.


João Paulo II