Documento sobre o Limbo publicado a 5 de Maio Octávio Carmo 23 de Abril de 2007, às 11:05 ... Destino das crianças que morrem sem Baptismo é o centro da reflexão da Comissão Teológica Internacional Qual é o destino das crianças que morrem por baptizar? Ao longo dos séculos muitas foram as respostas apresentadas pelos teólogos católicos, a mais famosa das quais a do Limbo, defendida desde Santo Agostinho(354-430), Bispo e Doutor da Igreja. Segundo esta teoria, em virtude do pecado original, as crianças que morrem sem o Baptismo estariam privadas da plena felicidade dos eleitos pela visão de Deus, face a face, mas gozando de uma felicidade natural. Esta questão encontra, agora, uma nova resposta num documento da Comissão Teológica Internacional, organismo que reúne alguns dos teólogos mais prestigiados de todo o mundo, sob a presidência do Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. "A esperança de salvação para as crianças que morrem sem terem sido baptizadas" é o tÃtulo do texto, cuja versão integral será publicada a 5 de Maio, na revista quinzenal "Civiltà Cattolica", dos JesuÃtas. A ideia do Limbo, concebida para salvaguardar a necessidade do Baptismo para a salvação, nunca chegou a ser considerada pela Igreja como verdade de fé, e o novo Catecismo da Igreja Católica (1261) nem sequer se lhe refere. A Igreja confia o destino destas crianças à misericórdia de Deus e até lhes reserva para o funeral um ritual próprio (cf. Celebração das Exéquias, cap. VIII). O jesuÃta Luis Ladaria, secretário-geral da Comissão Teológica Internacional, explicou à Rádio Vaticano que Bento XVI já autorizou a publicação do documento, onde se considera que a ideia de Limbo corresponde a uma visão "demasiado rigorosa". Para este responsável, as razões fundamentais que levam a esclarecer que estas crianças vão para o ParaÃso passam, em primeiro lugar, pela "misericórdia infinita de Deus, que deseja a salvação de todos os homens, e pela mediação única e universal de Cristo". Por outro lado, Jesus tinha uma predilecção pelas crianças, pelo que "todas estas razões levam a ter esperança". O Pe. Ladaria esclarece, contudo, que "a Comissão Teológica Internacional não tem autoridade magisterial", pelo que esta tomada de posição não exclui "novas investigações". Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...