A Confederação mundial da Cáritas alertou a comunidade internacional para a situação de emergência humanitária que se vive na região sudanesa do Darfur, apesar dos esforços levados a cabo no terreno por várias organizações.
Segundo a Caritas Internationalis, para além de fazer face às necessidades que os refugiados internos enfrentaram, é preciso agora ajudar as populações próximas dos campos que os acolheram. As taxas de desnutrição diminuíram nos campos provisórios de acolhimento de refugiados, mas têm uma tendência inversa nas povoações vizinhas.
A região do Darfur é centro, há mais de dois anos, de sangrentos confrontos que causaram entre 180 mil e 300 mil mortos e mais de 2 milhões de deslocados, entre eles cerca de 200 mil refugiados no vizinho Chade.
A “Cáritas/ACT” (Action by Churches Together), uma rede de Igrejas e organizações cristãs que vem trabalhando conjuntamente na região do Darfur desde o começo da emergência, assinala que a necessidade de ajuda é hoje tão urgente como quando explodiu a crise nesta região sudanesa, há dois anos atrás.
“Existe o mesmo nível de necessidade. Isso é devido ao facto dos refugiados internos ainda carecerem de capacidade para sair do campo e voltar aos seus lares, bem como à necessidade crescente nas comunidades vizinhas”, afirmou Françoise Large, um coordenador da operação de emergência da Cáritas/ACT.
Com a ajuda de 60 doadores de todo o mundo, a Cáritas e a ACT International iniciaram um programa de ajuda de emergência em Junho de 2004. Muitos dos seus esforços centraram-se na assistência de aproximadamente 500 mil refugiados internos dos 1,8 milhões que se calcula exisitirem em 35 campos diferentes.