A fabricante alemã de painéis solares SolarWorld propôs ao Vaticano que o papamovel passe a usar a energia solar como combustível.
A oferta foi feita pelo presidente da SolarWorld, Frank Asbeck, ao Cardeal Giovanni Lajolo, governador da Cidade do Vaticano. O Cardeal recebeu bem a ideia, classificando-a como "genial" e destacando o seu baixo custo.
"Se custa menos e pode ser um exemplo, porquê não?", disse.
A defesa de um padrão de consumo sustentável, que possibilite a preservação do meio ambiente e o combate ao aquecimento global, tem estado cada vez mais presente no Vaticano.
Esta Quarta-feira em funcionamento do complexo fotovoltaico que foi instalado no edifício ao longo dos últimos meses.
Os 2400 módulos que constituem a instalação substituem os painéis de betão armado e reproduzem a dimensão das telhas originais previstas no projecto do arquitecto Pier Luigi Nervi.
Dos quase 5 mil metros quadrados de superfície da cobertura, cerca de 2 mil serão substituídos por painéis fotovoltaicos, enquanto que o restante será utilizado como tela para aumentar a quantidade de energia captada.
Os consumos energéticos da sala Paulo VI e dos palácios limítrofes ficam assim cobertos pela energia produzida com este sistema ecológico em cerca de 60-70%. Esta “injecção” de energia limpa permite evitar a emissão de 225 mil quilos de anidrido carbónico e equivale a uma poupança de cerca de 80 toneladas de petróleo.
O desafio é que o Estado da Cidade do Vaticano seja o primeiro na Europa a cumprir os objectivos europeus, que prevêem que até 2020 se obtenham de fontes renováveis pelo menos 20% da energia consumida.