Dificuldades colocados ao pessoal católico irritam a Igreja
A situação dos religiosos católicos que vivem em Israel e nos territórios ocupados está a tornar-se cada vez mais difícil por causa da sistemática negação de vistos por parte das autoridades israelita, denuncia a imprensa italiana.
No dia 17 de Março, duas religiosas do Santíssimo Rosário foram detidas. Dois dias antes, um frade Franciscano também foi impedido de exercer o seu ministério, informa o jornal romano “Il Tempo”.
“O novo ministro do Interior e outros expoentes governamentais no passado tranquilizaram e prometeram às autoridades eclesiais solucionar a situação, mas não cumpriram”, acusa o diário.
A negação de vistos viola o “Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel”, assinado há dez anos. O Acordo reconhece à Igreja o direito de deslocar o seu próprio pessoal e instituições.
Calcula-se que actualmente cerca de cem eclesiásticos ou religiosos vivam em situação “ilegal”, ao não terem recebido a renovação de seu visto.
A Igreja na Terra Santa corre o risco de não ter pessoal suficiente para manter em funcionamento santuários, paróquias, hospitais, escolas.
O Franciscano David Jaeger, porta-voz da Custódia da Terra Santa, afirma em declarações à AsiaNews que “esta é uma situação desastrosa e kafkiana. O problema é gravíssimo e está piorando a cada dia que passa”.
“Chegou a hora de que a Igreja na Terra Santa faça um apelo à solidariedade da Igreja no mundo. Os governantes de Israel devem ter claro que esta situação interessa a toda a Igreja Católica no mundo”, acrescenta.