Grupos armados recrutam cada vez mais crianças e adolescentes no Rio de Janeiro
O pesquisador e coordenador executivo do projecto “Crianças e Jovens em Violência Armada Organizada” (COAV), Luke Thomas Dowdney, alertou para as sérias consequências do tráfico de droga no Rio de Janeiro e da participação de menores de 18 anos nas diversas facções que povoam as milhares de favelas da cidade.
Dowdney, pesquisador e coordenador executivo do COAVA, compara a situação do Rio de Janeiro com as de conflitos de guerra propriamente ditos. Estima-se que 50% das pessoas que compõem as facções em luta tenham menos de 18 anos. O envolvimento pode começar muito cedo, aos 10 ou 11 anos de idade.
Num estudo revelado pela agência Adital, explica-se o crescimento da utilização de crianças e adolescentes nas organizações nos anos 90. Em 2004, a situação não é muito diferente.
Desemprego, marginalização, inépcia policial, entre outros, continuam a ser problemas de base que fazem com que crianças e adolescentes iniciem contacto com os grupos armados muito cedo.
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