Os delegados de 28 países africanos e árabes fizeram um apelo aos governos, para que adoptem legislações e formulem planos de acção, para eliminar a prática da excisão, uma mutilação dos órgãos genitais femininos.
“Os governos, em consulta com a sociedade civil, deveriam adoptar uma legislação relativa às mutilações genitais femininas (MGF), para afirmar seu engajamento na erradicação dessa prática”, afirma a “Declaração do Cairo”, adoptada a 23 de Junho.
A declaração ressalta igualmente o papel das organizações governamentais e não-governamentais, na mobilização dos membros da sociedade civil e dos líderes tradicionais. “Os líderes religiosos devem ser sensibilizados para o impacto negativo das mutilações genitais femininas sobre a saúde reprodutiva e sexual das mulheres”, precisa a declaração.
Segundo os organizadores da Conferência, a excisão atinge 120 a 130 milhões de mulheres no mundo e, a cada ano, 2 milhões de crianças e adolescentes são submetidas a essa prática, especialmente na África.