João Paulo II quer que a Igreja Católica esteja na linha da frente, no combate à injustiça e à pobreza que persistem na sociedade contemporânea.
“Num mundo onde as sombras da pobreza, da injustiça e do secularismo se abatem sobre cada continente, é ainda mais urgente a necessidade de autênticos discípulos de Cristo”, escreveu o Papa, numa mensagem dirigida à congregação das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico.
Falando sobre os desafios do mundo moderno, João Paulo II assegurou que “testemunhando o Evangelho é possível dispersar as trevas e iluminar o caminho da paz, promovendo a esperança nos corações das pessoas mais marginalizadas e rejeitadas”.
O Papa criticou o surto de uma “religiosidade vaga” que atrai imensos homens e mulheres do nosso tempo, vincando que “as aspirações das pessoas de diversas religiões, culturas e grupos sociais, em busca de significado e dignidade na própria vida”, não poderão ser atingidas através desse tipo de religiosidade.
Na mensagem, divulgada hoje por ocasião da audiência que o Papa concedeu às religiosas, que participam no Capítulo Geral da congregação, recorda-se que “a vocação missionária, inspirada na vida dos Apóstolos, demonstra de modo eloquente que, quanto mais se vive em Cristo, melhor se serve Cristo nos outros”.