A Igreja Católica ofereceu-se como “mediadora” no conflito que há várias semanas opõe o governo e os proprietários rurais aos “sem terra”, protagonistas de ocupações de latifúndios em diversos distritos do país.
O Bispo de San Pedro, D. Fernando Lugo, disse à agência missionária Misna que espera que a greve convocada para hoje pela “Frente nacional de lucha por la Soberanía y la Vida” não desemboque “num massacre”.
Os grevistas reivindicam terras, em favor dos “campesinos”.
O chefe de Estado, Nicanor Duarte, chamou à residência presidencial D. Lugo e D. Juan Bautista Gavilán, bispo de Caaguazú, para um colóquio de cerca de uma hora.
“Entregámos ao presidente um documento, no qual são elencadas as condições com que devem concordar tanto o governo como os camponeses para começarem um diálogo sobre a reforma agrária e colocar um ponto final na crise”, disse D. Lugo.
A Conferência episcopal recebeu ameaças de morte por causa da atenção que tem dedicado ao tema. O próprio bispo Lugo reconheceu aos jornalistas que chegou a ser ameaçado, mas assegurou que “não pretendo dramatizar a situação”.