O Conselho Pontifício para os Migrantes e Itinerantes (CPMI) encontra-se reunido em Assembleia Plenária, no Vaticano, para debater o tema “Migrações e itinerância de e para países de maioria islâmica”. As implicações da mobilidade humana na vivência religiosa das populações é uma das principais preocupações dos participantes.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o Cardeal Renato Martino, presidente do CPMI, considera que “só o diálogo entre as diversas civilizações e a busca de uma compreensão recíproca podem criar as condições para um futuro melhor para todos”.
Ontem, Bento XVI disse aos participantes no plenário do CPMI que é fundamental promover o diálogo inter-religioso e a aceitação entre cristãos e muçulmanos, também na perspectiva da "reciprocidade" entendida como respeito mútuo, inclusive nos países de tradição islâmica.
Para o Cardeal Martino, é preciso “continuar a construir pontes de amizade entre os seguidores das diversas religiões, em particular cristãos e muçulmanos”.
“O diálogo inter-religioso e intercultural não se podem reduzir a uma opção, mas são uma necessidade vital, da qual depende em grande parte o nosso futuro”, apontou.
Nesse sentido, o presidente do CPMI lembrou que “Bento XVI sabe bem que os migrantes e itinerantes podem ser pontes vivas de amizade, mas também instrumentos de ódio e conflitos, como a história demonstrou, muitas vezes”.