O plano de educação socialista proposto pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, preocupa a Igreja Católica no país.
"A educação na Venezuela, como a deseja o presidente Chávez, não é somente causa de preocupação, mas constitui um perigo para a democracia, e também uma agressão aos direitos universais",declarou o Pe. Pedro Freites, reitor do Pontifício Colégio Venezuelano, de Roma.
O Pe. Freites sublinhou ainda que se trata de uma tentativa de "impor um sistema educativo hegemónico que, ao invés de educar, faz uma lavagem cerebral nas crianças e nos jovens".
"A educação bolivariana não consta na proposta de Chávez, que é de cunho marxista-leninista, sendo ainda contrária aos valores cristãos e evangélicos", ressaltou Freites.
O reitor sublinhou ainda que a Igreja venezuelana deve cumprir a sua missão de "garantir uma educação livre, integral e pluralista, além de lutar pela defesa dos direitos humanos".