Um grupo de Bispos de dioceses fronteiriças entre o México e os Estados Unidos confirmou o seu apoio ao programa de protecção e defesa dos migrantes, idealizado pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) dos EUA.
Os Bispos pronunciaram-se numa conferência da CNDH, no estado norte-americano do Texas, repudiando os abusos cometidos contra imigrantes mexicanos, uma vez chegados aos EUA, e os maus tratos a que são submetidos, antes e depois de cruzar a fronteira.
A imigração também é tema de discussão na Itália. A Santa Sé recorda, a esse respeito, que cabe à política regularizar a imigração, mas ajudar quem sofre também é um dever cristão. A Igreja não é a favor da imigração clandestina, mas insiste que é preciso respeitar a dignidade dos imigrantes e reitera que “a vida humana é sagrada”.
Dom Agostino Marchetto, Secretário do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes apresentou esta posição no âmbito da apresentação da Mensagem do Papa para a Jornada do Turismo.
“Se for necessário, hospedaremos os clandestinos em Igrejas e mosteiros”, disse D. Marchetto, respondendo às críticas dos que consideram que a Igreja Católica seja benevolente demais para com os clandestinos que desembarcam quase quotidianamente, em condições desesperadas, nas costas italianas.