O porta-voz da Ordem Franciscana na Terra Santa, o Pe David Jaeger, anunciou que o Ministério do Interior de Israel negou a renovação de visto de residência de 130 sacerdotes católicos e de várias religiosas. A Igreja na Terra Santa corre o risco de não ter pessoal suficiente para manter em funcionamento santuários, paróquias, hospitais, escolas.
O Pe Jaeger, um judeu convertido que possui cidadania israelita, declarou ao jornal local “Haaretz” que vários religiosos foram detidos nos últimos meses pela polícia de imigração “por carecer de vistos de residência no país”.
Segundo porta-voz da Custódia Franciscana, esta é a primeira vez que os membros do clero se vêem privados de renovar sua residência no país desde a fundação do Estado de Israel, em 1948.
O problema, segundo religioso, remonta há dois anos atrás, quando o Ministério do Interior estava a cargo de Eli Ishai e era controlado pelo partido ultra-ortodoxo Shas.
Há um ano, o Ministério do Interior está a cargo de Abraham Poraz, ministro do Partido Liberal de centro, Shinui. Contudo, a mudança não se reflectiu na política de vistos.
“Os problemas para os enviados da Santa Sé à Terra Santa continuam de pé”, disse o Pe. Jaeger.
O actual ministro do Interior de Israel negou tais informações e esclareceu que os religiosos não serão detidos por carecer de visto de residência. Poraz indicou que entrou em contacto com a polícia para que esta cesse a campanha de detenção de religiosos.
A negação de vistos viola o “Acordo Fundamental entre a Santa Sé e o Estado de Israel”, assinado há dez anos. O Acordo reconhece à Igreja o direito de deslocar o seu próprio pessoal e instituições.