João Paulo II condenou hoje os malefícios do terrorismo internacional, dirigindo-se ao novo embaixador da Líbia no Vaticano. Depois de ter evocado a situação no Médio Oriente o Papa fez alusão ao terrosirmo que, “atacando sem discriminação, cria uma situação de insegurança nas cidades, nas pessoas e mesmo em toda a humanidade”.
O “recurso às armas para solucionar as controvérsias assinala sempre uma derrota da razão e da humanidade”, reforçou o Papa ao receber as Cartas Credenciais de Abdulhafed Gaddur, por ocasião do início de sua missão diplomática.
No seu discurso ao diplomata líbio, o Papa ressaltou o empenho da Igreja, em favorecer um diálogo sincero e perseverante entre as nações, “baseado em sólidos princípios morais”. O desejo de colaboração “constitui a base de uma proveitosa cooperação entre os fiéis e entre todos os homens”, sublinhou com veemência João Paulo II, advertindo que, diante das “tentativas de desfiguração da religião”, é necessário reafirmar que “as práticas que incitam à violência e ao desprezo da vida humana são contrárias a Deus e ao homem”.
Uma advertência, disse, que vale “em particular, para os seguidores do Islamismo e do Cristianismo”. Daí a importância do diálogo como método para afrontar as tensões existentes no mundo, tensões que, para serem solucionadas, “requerem a efectiva colaboração de todos, no respeito fundamental à verdade, à justiça, ao amor e à liberdade”.
João Paulo II recordou que a acção da Santa Sé no cenário internacional caracteriza-se justamente pela busca do diálogo, “com a finalidade de favorecer o entendimento entre as nações, e a realização da paz”, e ainda “a defesa das legítimas peculiaridades de cada povo e a concreta solidariedade para com os menos favorecidos”.
Concluindo, o Papa voltou sua atenção para a comunidade católica na Líbia, que deseja “prosseguir na sua acção, cultivando o espírito de comunhão fraterna”, com uma presença “discreta e amável”.