João Paulo II recordou ontem que violar o direito dos pobres “é uma ofensa a Deus”.
Ao comentar o Salmo 71, o Papa explicou que “se os direitos dos pobres forem violados, não só se realiza um acto politicamente incorrecto como é moralmente iníquo”.
“Para a Bíblia, é perpetrado também um acto contra Deus, um delito religioso porque o Senhor é o tutor e o defensor dos míseros e oprimidos”, acrescentou.
Na audiência geral desta semana, o Papa apresentou este Salmo como uma “intensa invocação coral a Deus para que conceda ao soberano o dom fundamental para o governo, a justiça sobre tudo pobres que, em troca, são frequentemente as vítimas do poder”.
“Um reino fecundo e sereno mas enraizado nos valores capitais: a justiça e a paz. Estes são os sinais da entrada do Messias em nossa história”, concluiu.