João Paulo II referiu-se neste Domingo, no Vaticano, às celebrações do 13 de Maio em Fátima, apelando a uma oração especial a Maria. Trata-se de um dia particularmente emotivo para o Papa, pois nesse mesmo dia de 1981 o turco Mehmet Alí Agca disparou contra ele na praça São Pedro e João Paulo II atribui à intercessão de Maria o facto de ter saído com vida daquele atentado.
Falando aos peregrinos reunidos para a oração mariana do “Regina Caeli”, o Papa falou do 13 de Maio como o dia em que "recordaremos a aparição da Virgem em Fátima e o seu apelo à conversão", pedindo que “também os homens desta nossa época acolham o premente convite daquela que, com amor, vigia a Igreja e o mundo".
"Durante o mês de Maio, o povo de Deus sente a necessidade de intensificar a devoção a Maria, cuja presença materna é sustento para os cristãos e para o mundo inteiro", acrescentou.
João Paulo II assegurou que “se todos os seres humanos reconhecessem este dom extraordinário, mais facilmente se sentiriam irmãos, renunciando ao ódio e à violência para abrir o coração ao perdão das ofensas sofridas e ao respeito sem reservas pela dignidade de cada pessoa".
Trabalho infantil
Durante a sua intervenção, o Papa pediu que se acabe com o abuso que constitui o trabalho infantil, facto que impede a educação de milhões de crianças no mundo.
“Infelizmente, muitas crianças no mundo estão privadas da educação primária e acabam por ser utilizadas como mão de obra”, disse depois do Regina Caeli.
O apelo de João Paulo II tinha em mente o Congresso mundial de crianças contra o trabalho infantil (www.globalmarch.it), que se celebra em Florença de 10 a 16 de Maio.
”Desejo que este encontro contribua para promover o concreto reconhecimento dos direitos da infância”, referiu.
Do encontro participarão 500 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, provenientes de todo o planeta, para recordar suas responsabilidades aos Estados e às organizações internacionais.