João Paulo II pediu hoje que os bispos sejam profetas da esperança perante os desafios da sociedade contemporânea.
“O bispo deve distinguir-se como profeta corajoso, testemunha e servidor da esperança de Cristo”, referiu o Papa ao receber em audiência os prelados da Austrália.
O discurso papal apresentou duras críticas à “confusão moral” e ao “secularismo” de sociedades como a australiana, que João Paulo II acusou de querer “promover uma visão da humanidade sem Deus”.
“Os vossos relatórios apresentam algumas consequências devastadoras do eclipse do sentido de Deus: as ameaças contra a instituição familiar; o afastamento da Igreja; a visão limitada da vida”, disse o Papa.
As recomendações de João Paulo II passaram ainda pela necessidade de se valorizar o Domingo como “o dia supremo da fé”.
“Quando o Domingo perde o seu significado fundamental, subordinando-se ao conceito secular de fim-de-semana, os indivíduos fecham-se num horizonte tão limitado que não estão em condições de reparar no Céu”, advertiu.
Aos católicos o Papa exigiu que não estejam desocupados “nem que estejam tão absorvidos pela organização interna da vida paroquial que se esqueçam de evangelizar activamente o próximo”.