Ofertório da Quinta-feira Santa destina-se às crianças doentes do Ruanda e do Burundi
João Paulo II preside este ano a todas as cerimónias do Tríduo Pascal e Domingo de Páscoa.
A Semana Santa que agora vivemos é o fecho do tempo litúrgico da Quaresma, preparação para a festa da Páscoa. Na sua origem está a vontade de “historicizar” os acontecimentos da Paixão do Senhor, que se começou a fazer em Jerusalém, onde era mais fácil reviver os últimos momentos da vida de Jesus.
Na Quinta-feira Santa, o Papa celebrará, de manhã, a Missa Crismal e à bênção dos óleos, onde se reúnem os Cardeais, Bispos e Presbíteros presentes em Roma.
O Tríduo Pascal tem início, nesse mesmo dia, com a Missa da Ceia do Senhor, pelas 17h30 locais (menos uma hora em Lisboa).
A nota da Santa Sé informa que, após a homilia, terá lugar o rito do Lava-pés, embora o Papa tenha renunciado a executar ele próprio este gesto, desde 2002. Nessa altura, os fiéis serão convidados a um “sinal concreto de solidariedade” para com as crianças doentes do Ruanda e do Burundi, iniciativa anunciada na apresentação da Mensagem de João Paulo II para esta Quaresma.
A Sexta-feira Santa, dia em que não é celebrada a Eucaristia, é dedicada pelo Papa à celebração da Paixão do Senhor, pelas 17h00, e à famosa Via-Sacra no Coliseu, pelas 21h15.
No Sábado, João Paulo II presidirá pelas 19h00 à Vigília Pascal, que será mais cedo do que o habitual nas Igrejas de todo o mundo, com a concelebração dos cardeais.
O dia de Páscoa é marcado pela Bênção “Urbi et Orbi”, concedida pelo Papa após a Missa do dia, que se inicia às 10h30.
Tendo como ponto de referência a agenda aligeirada do Natal, João Paulo II dá um sinal claro de que o seu estado de saúde conheceu melhorias significativas nos últimos tempos.