Os graves confrontos entre os sérvios e albaneses do Kosovo motivaram uma resposta pronta das Igrejas cristãs no local, preocupadas com o que se pode vir a traduzir numa nova tragédia para a região.
Já ontem foi lançado um apelo às autoridades internacionais, para que procurem encontrar “uma solução pacífica para esta situação”.
“É preciso que, neste momento, se volte a falar a linguagem da paz”, escrevem os bispos católicos, preocupados com os incidentes que, desde quarta-feira, sacodem o Kosovo. No texto, há uma condenação explícita de todos os actos que “eliminam a possibilidade de regressar ao caminho da convivência e do respeito recíproco”.
Nestes dois dias morreram 31 pessoas e há já 500 feridos, segundo um balanço da ONU. Centenas de sérvios foram evacuados pela missão das Nações Unidas no Kosovo (Minuk) e pela força da NATO (Kfor).
Por outro lado, 16 igrejas e mosteiros ortodoxos foram incendiados e destruídos, desde o início da onda de violência.
“Sentimos uma profunda dor por todos estes acontecimentos, que provocaram lutas, feridos, violência e destruição”, referem os líderes católicos na região.
A Igreja Ortodoxa sérvia também já condenou a onda de violência e pediu que “oslíderes dos albaneses no Kosovo e Metohija parem com estes actos de loucura, para a sua salvaguarda e a salvaguarda do futuro”.
O medo de uma “limpeza étnica” está presente no texto, onde se dá conta de uma campanha orquestrada para “destruir todos os traços espirituais e culturais da presença cristã na região”.