Os líderes religiosos devem dar o primeiro passo em dircção à Paz na Terra Santa. Este é o pedido dos membros do Conselho europeu dos Líderes Religiosos, que pretendem “levar esperança a uma situação de ódio e desespero”.
O comunicado foi difundido em Moscovo, pelo porta-voz do Conselho, o Metropolita ortodoxo Kyrill.
Segundo os membros do Conselho, os líderes religiosos devem ser os primeiros a desempenhar um papel importante para a paz no Médio Oriente, defendendo que não haverá paz na região se o diálogo entre as religiões não se iniciar.
O texto segue o exemplo do Vaticano e condena o assassinato do líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, acontecido no passado dia 22 de Março.
“Acreditamos que a política de assassínios extrajudiciais e explosões suicidas leve somente a um agravamento do conflito entre israelitas e palestinianos, cancelando todas as esperanças de uma solução pacífica. Pedimos com veemência aos líderes religiosos da região, muçulmanos, judeus e cristãos, que se esforcem, na primeira pessoa, para criar as condições necessárias para a retomada do processo de paz”, escrevem.
Fazem parte do Conselho líderes cristãos europeus de todas as confissões, entre eles o Cardeal Godfried Danneels, arcebispo de Bruxelas. Representados estão também representantes das comunidades europeias muçulmanas, judaicas, hindus, budistas, sikh e zoroastras, empenhados na promoção do diálogo inter-religioso e da paz. O Conselho foi criado em 2002, no âmbito da Conferência Mundial sobre as religiões e a Paz.