João Paulo II lembrou ontem aos líderes da comunidade internacional que a luta contra a tortura deve ser prioritária para a humanidade
"Que o empenho comum das instituições e cidadãos possa banir totalmente esta intolerável violação dos direitos humanos, radicalmente contrária à dignidade do Homem", disse o Papa ao rezar a oração mariana do Angelus, recordando que no dia anterior fora celebrado o Dia Internacional das Nações Unidas de Apoio às Vítimas da Tortura.
Também a Federação Internacional de Acção dos Cristãos pela Abolição da Tortura (FIACAT) recordou a proibição absoluta, segundo o direito internacional, da tortura em todas as circunstâncias. A FIACAT convida os governos a assinar o “protocolo facultativo à Convenção contra a tortura”, adoptado pela assembleia geral das Nações Unidas em 18 de Dezembro de 2002, que tenta reforçar a protecção das pessoas diante da tortura e outras penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, através de um sistema de visitas regulares aos lugares de detenção.
Reconciliação na Terra Santa
Ainda durante a oração do Angelus, João Paulo II sublinhou o dever da reconciliação no conflito entre palestinianos e israelitas, ao acolher em Roma crianças desses dois povos.
“Saúdo os jovens israelitas e palestinianos que, com os seus familiares, estão hospedados em Nápoles. Juntos querem dizer ao mundo que desejam a paz e a reconciliação para a Terra Santa”, afirmou Papa.
“Todos têm o dever de não decepcionar estes jovens e de ajudá-los a crescer na confiança em Deus e nos outros” acrescentou.
Com o lema “Crianças embaixadoras da paz”, a Fundação Banco de Nápoles para a Assistência da Infância organizou esta viagem à Itália de cinco crianças israelitas e cinco palestinianas, acompanhadas pelas suas respectivas famílias.