Lutar contra o terrorismo, mas dentro da legalidade Agência Ecclesia 29 de Outubro de 2007, às 12:44 ... Os Estados não devem adoptar medidas contrárias à ética ou aos princÃpios que dão legitimidade ao Estado de direito, mesmo quando está em causa a luta contra o terrorismo. A afirmação foi do observador permanente da Santa Sé junto da ONU, em Nova Iorque, D. Celestino Migliore, falando na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Ressaltando que a "luta contra o terrorismo é necessária", o Arcebispo italiano disse, contudo, que a mesma "deve passar pela adopção ou reforço dos instrumentos jurÃdicos", embora "o papel da lei seja por vezes difÃcil de ser aplicado a terroristas que têm pouco ou nenhum respeito pela lei". O representante vaticano na ONU afirmou que quando os Estados fracassam nas suas responsabilidades, as "Nações Unidas são chamadas a ser um fórum propulsor para a norma da lei em todos os cantos do globo". D. Migliore recordou que "os valores da paz, desenvolvimento e direitos humanos são os princÃpios orientadores e, ao mesmo tempo, os objectivos da organização", cuja eficácia "é garantida pelo aperfeiçoamento da norma da lei". O Arcebispo convidou a reflectir sobre o "papel vital das Nações Unidas na criação e no aperfeiçoamento dos Tratados internacionais". A esse propósito, acrescentou que "as Nações Unidas devem ser um árbitro neutral", afirmando, em seguida, que o "sistema de Tratados que se torna opaco e sem crédito corre o risco de minar as bases da norma da lei e de desacreditar a legitimidade e a legalidade da ONU como promotora e garantia da lei internacional". Por fim, o representante vaticano manifestou apreço pelos progressos feitos, a nÃvel do direito internacional, em questões como o genocÃdio, crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade. Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...