ONU acorda para realidade denunciada pela Igreja Católica
O vice-secretário geral da ONU afirmou hoje que a pior situação humanitária no mundo se encontra no Uganda, com uma população massacrada por 18 anos de guerrilha.
“No Uganda encontramos uma situação pior do que no Iraque, a tragédia humanitária no Norte é a mais grave do mundo”, referiu Jan Egeland, que tem a seu cargo as questões humanitárias.
O responsável acusa a opinião pública internacional de dar uma “atenção mínima” a este problema, para o qual a Igreja Católica – incluindo João Paulo II – tem alertado repetidas vezes.
A guerra no Uganda causou pelo menos 20.000 vítimas civis, outras tantas crianças sequestradas e perto de um milhão de pessoas deslocadas no Norte, o que representa 2/3 da população local. No passado Domingo, em Gulu, principal cidade do Norte do país, os líderes religiosos Acholi pediram a ajuda da ONU, afirmando que “as pessoas têm a sensação de terem sido abandonadas e traídas pela comunidade internacional”.
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