Vaticano

Media desafiados a contribuir para uma cultura de paz

Octávio Carmo
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Apelo da Associação Mundial Católica para a Comunicação

A Signis, Associação Mundial Católica para a Comunicação, pediu uma “mudança radical†na orientação da comunicação mediática em todo o mundo, de modo a que os Media possa contribuir para criar uma cultura de “paz, solidariedade e respeitoâ€. O apelo é lançado pela assembleia geral da Associação, reunida em Lyon de 4 a 11 de Novembro sob o tema “Os Media ao serviço de uma cultura de pazâ€. “No início do século XXI, é urgente desenvolver uma cultura de paz que responda às esperanças expressas pelos povos do mundo, perante o surgimento de violências que se devem à falta de respeito pela dignidade do outroâ€, referem os participantes na “Declaração de Lyonâ€. Para os profissionais da comunicação católicos, essa falta de respeito deve-se a muitas causas, entre as quais “a fome e as injustiças estruturais, o nacionalismo, os conflitos étnicos e religiosos, o terrorismo e as guerras. Por tudo isto, prossegue a Declaração, “a paz passa hoje, necessariamente, pelos Mediaâ€, capazes de se assumirem como promotores “da compreensão recíproca e da solidariedadeâ€. “Vivemos num mundo cada vez mais plural e multiculturalâ€, refere o documento, pelo que a convivência pode suscitar “mal-entendidos e medosâ€. Nesse sentido, os Media têm a responsabilidade de favorecer a convivência comum, ajudando a aceitar e acolher a diversidade das nossas identidadesâ€. A Signis alerta para a possibilidade de os meios de comunicação social “favorecerem a violência†quando cedem ao sensacionalismo ou reproduzem estereótipos sobre os outros, “incitando ao ódioâ€. Por tudo isto, a Associação Mundial Católica para a Comunicação propõe aos profissionais da comunicação uma série de objectivos, que passam por “colocar em comunicação as pessoas, os grupos, os povosâ€, promovendo uma “justa representação†dos diversos grupos que compõem a sociedade e abrindo o diálogo entre “culturas e religiõesâ€. “Para nós, profissionais dos Media e cristãos, contribuir para uma cultura de paz compromete-nos a ser voz dos que não têm voz e a dar um cara a quem não a tem. Tudo isto exige o risco de ser corajoso, para um serviço proféticoâ€, conclui a Declaração, que recorda aqueles que “perderam a vida†ao cumprir este serviço.


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