Mel Gilson defende o seu novo filme
Realizador diz que «The Passion of Christ» quer recordar o amor inifinito de Deus e não condenar os judeus
O filme “The Passion of Christ†entrará em cartaz em 25 de Fevereiro de 2004, Quarta-feira de Cinzas. Foi gravado em Matera, em Basilicata (sul da Itália) e nos estúdios cinematográficos de Cinecittà , em Roma.
A Paixão de Cristo pretende ser uma descrição realista das últimas 12 horas da vida de Jesus. A personagem de Jesus Cristo é interpretada pelo actor norte-americano James Caviezel, conhecido por suas actuações nos filmes Frequência, O Conde de Monte Cristo e Olhos de Anjo.
A obra, de três horas de duração, apresenta uma narração que segue à risca o texto dos Evangelhos e foi gravada nas lÃnguas originais. Todas as partes faladas da Paixão de Cristo são em latim ou em aramaico.
Apesar de ainda não estar concluÃdo, o filme já suscitou forte polémica nos Estados Unidos por causa da reacção de organizações judaicas norte-americanas, que acusam Gibson de retomar a acusação “Judeus, povo deicida†formulada na oração de Sexta-feira Santa pré-Vaticano II.
Um dos primeiros a vir em defesa do realizador foi o presidente do Conselho PontifÃcio para as Comunicações Sociais, D. John P. Foley, o qual assegurou que o filme “The Passion†de Mel Gibson é um belÃssimo relato dos Evangelhos e descartou a hipótese de fomentar o anti-semitismo.
“Não acredito que este tipo de crÃticas tenha qualquer fundamento, porque todo o material do filme deriva directamente dos relatos evangélicosâ€, defendeu o arcebispo norte-americano.
A vida de Jesus já foi adaptada ao cinema por várias vezes, mormente por Martin Scorsese, Pier Paolo Pasolini e Franco Zeffirelli.
Cinema









