Vaticano

Membros da «Pax Christi» detidos por protestar junto da embaixada sudanesa nos EUA

Octávio Carmo
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Dois dirigentes nacionais da «Pax Christi» nos EUA foram presos por protestar junto da embaixada sudanesa. O objectivo da manifestação era chamar a atenção para o genocídio na região do Darfur, a Oeste do Sudão, situação que já levou João Paulo II a nomear um enviado especial para o local. O protesto desta semana foi o último de uma série de actos de desobediência civil junto da embaixada, em Washington. Perto de 20 pessoas foram detidas desde o início das manifestações, a 29 de Junho. O director-executivo da Paz Christi nos EUA, Dave Robinson, disse à CNS que “esta é uma forma de manifestar a nossa preocupação pelo facto de cerca de 350 mil pessoas irem morrer no Darfur a não ser que a comunidade internacional actue imediatamente”. Robinson e Beatrice Parwatikar, do Conselho nacional da organização, foram presos no dia 21 de Julho. O próprio João Paulo II está muito preocupado com a situação das populações do Darfur, e enviou ontem para a região o arcebispo Paul Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum. “A catastrófica situação humanitária no Darfur é um motivo de grande preocupação para o Papa João Paulo II”, diz a carta de missão endereçada ao arcebispo Cordes. O gesto do Vaticano espera chamar a atenção da comunidade internacional, de modo a que “a população do Darfur receba toda a ajuda humanitária necessária, de modo particular durante a sessão das chuvas que se aproxima e que torna a sua sobrevivência ainda mais difícil”.


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