Menina de seis anos a caminho dos altares Octávio Carmo 17 de Dezembro de 2007, às 15:34 ... A Igreja Católica poderá ter, em breve, a sua mais jovem beata (não-mártir) de sempre: Antonia Meo, conhecida na Itália como “Nennolinaâ€, morreu com apenas seis anos e meio, em Julho de 1937, mas viveu tempo suficiente para ver reconhecidas as suas “virtudes heróicas†por Bento XVI. O decreto foi promulgado esta manhã pelo Papa, que recebeu em audiência o Cardeal Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. As primeiras crianças não-mártires a serem beatificadas pela Igreja Católica foram os Pastorinhos Francisco e Jacinta, em Fátima, no ano 2000. Pio XI, em 1937, proibira a Congregação do Vaticano que aborda os processos de beatificação e canonização de investigar quaisquer causas de crianças não-mártires, por entender que eram incapazes da prática de “virtudes heróicasâ€. Esta situação foi alterada 1981, muito por causa da devoção aos Videntes de Fátima que se espalhara um pouco por todo o mundo, quando o Vaticano estudou, num plano de princÃpios, a possibilidade da beatificação e canonização de crianças não-mártires. “Nennolina†viu ser-lhe amputada uma perna, na sequência de um osteosarcoma, distinguindo-se neste perÃodo de sofrimento por ter escrito centenas de cartas a Jesus, Maria, Deus Pai e o EspÃrito Santo, que revelavam “uma vida de união mÃstica verdadeiramente extraordináriaâ€. Na audiência desta manhã, o Papa aprovou os decretos sobre milagres que abrem caminho a seis novas beatificações (dois sacerdotes e quatro religiosas). Além destes, Bento XVI deu o seu aval aos decretos que reconhecem as virtudes heróicas de oito católicos. A tramitação do processo de santidade de um católico falecido com fama de santidade passa por etapas bem distintas. Cinco anos após a sua morte, qualquer católico ou grupo de fiéis pode iniciar o processo, através de um postulador, constituÃdo mediante mandato de procuração e aprovado pelo bispo local. Juntam-se os testemunhos e pede-se a permissão à Santa Sé. Quando se consegue esta permissão, procede-se ao exame detalhado dos relatos das testemunhas, a fim de apurar de que forma a pessoa em questão exercitou a heroicidade das virtudes cristãs. Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes ou martÃrio e fama de santidade ou de martÃrio, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do Servo de Deus, cuja canonização se pede. Este levantamento de informações é enviado à Santa Sé. Se o exame dos documentos é positivo, o “servo de Deus†é proclamado “venerávelâ€. A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuÃdos à intercessão do “venerávelâ€. Se um deste milagres é considerado autêntico, o “venerável†é considerado “beatoâ€. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santoâ€. Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...