Encontro de Bento XVI com os Bispos do Ordinariato Castrense
“Enquanto o ideal de ter exércitos apenas para defesa, segurança e manutenção da liberdade não for realidade, é importante que a capelanias militares ajudem os seus membros a focarem-se na manutenção da paz” afirmou Bento XVI, esta manhã durante uma conferência com os bispos responsáveis pelo Ordinariato Castrense que têm a responsabilidade de acompanhar os serviços espirituais entre as forças armadas.
“A Igreja é missionária mas a sua natureza e primeira tarefa é a evangelização, que visa testemunhar Cristo, promovendo a paz e o amor em todos os ambientes e culturas” afirmou o Papa para um conjunto de 70 participantes oriundos de 45 países.
Bento XVI disse aos bispos que estes têm duas tarefas principais: ajudar os católicos militares e promover a paz.
No ambiente militar, como em qualquer outro sector da vida social, a Igreja é chamada a ensinar e a testemunhar, de forma encorajadora, as estruturas e as mentalidades a focarem-se no estabelecimento da paz para que todos alcancem os direitos que lhes são garantidos.
”A chamada para a paz influenciou a cultura ocidental, na promoção da ideia de que as forças armadas devem estar exclusivamente ao serviço da defesa, segurança e liberdade de todos” afirmou o Papa, lamentando que os interesses económicos e políticos, conduzidos por tensões internacionais, criem obstáculos e atrasem este desejo. Mas deixou o aviso: “A Igreja não vai parar de pedir a todos os eu contributo pessoal para o aumento da paz e da justiça em todo o mundo”.
O Papa assinalou também a dificuldade que muitas capelanias militares têm em encontrar sacerdotes e seminaristas dispostos a dedicar a sua vida a servir a Igreja num ambiente militar.