A construção do “muro de segurança” na Cisjordânia, por parte do governo israelita, viola o Acordo fundamental assinado entre a Santa Sé e o Estado de Israel, no dia 30 de Dezembro de 1993, quando atravessa propriedade da Igreja Católica.
D. Pietro Sambi, Núncio Apostólico em Israel e Delegado Apostólico para Jerusalém e Palestina, pediu ao governo israelita que modificasse o percurso da barreira quando esta atravessa propriedades de congregações religiosas. “O artigo 4º do Acordo fundamental - destaca o Núncio - estipula que o governo de Israel respeitará e protegerá a propriedade das instituições católicas. E isso não está a ser respeitado.”
Está construção está a uma “crescente preocupação” na custódia Franciscana da Terra Santa e em várias organizações católicas presentes na região.
“O muro em construção em torno de Belém vai isolar 700 famílias, a maioria das quais palestinas cristãs, além do Convento “Emanuel”, das Beneditinas”, acusa a Caritas Jerusalém.
O executivo israelita decidiu em Outubro aprovar a construção de mais 42 quilómetros de um muro com 8 metros de altura em torno das áreas palestinianas.
Já foram enviadas observações sobre o assunto, ao Ministério das Relações Exteriores de Telavive. A barreira de segurança já atravessa terrenos pertencentes aos Franciscanos e às Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo. O percurso previsto atravessará também, em Betânia, propriedades dos Passionistas e das irmãs Combonianas.