João Paulo II manifestou-se ontem profundamente preocupado com a situação de conflito permanente em que vive a Colômbia, apontando o dedo ao narcotráfico.
“Na Colômbia, muitos males encontram a sua origem no narcotráfico, com ramificações em muitos sectores, que aflige há anos esta nação com incalculáveis consequências negativas em todos os âmbitos da vida social”, apontou o Papa ao discursar perante uma delegação de bispos colombianos em visita ao Vaticano.
Na usa intervenção, o chefe da Igreja Católica deixou uma palavra de alento aos prelados em relação “à difícil situação que atravessa a Colômbia por causa dos contínuos atentados à vida, à liberdade e à dignidade das pessoas".
O Papa criticou de forma especial o aumento dos sequestros, lamentando “a perversão a que pode chegar a baixeza humana quando, em altares de sinistros interesses, se perde toda perspectiva moral e não se reconhecem nem respeitam os direitos mais fundamentais do homem”.
“Diante de tais feitos, compartilho a vossa dor e a avaliação tantos esforços realizados por afastar a violência, eliminar suas causas e atenuar seus efeitos, prestando adequada atenção às vítimas e animando incansavelmente quem deseja abandonar a linguagem das armas para empreender o caminho do diálogo pacífico”, destacou.
João Paulo II assinalou aos bispos colombianos que “assumir as próprias obrigações é um requisito indispensável para afirmar a verdadeira dignidade da pessoa, o que gera além disso uma paz interior, que se estende também à sociedade”.