Nova UE precisa do Cristianismo Octávio Carmo 06 de Dezembro de 2004, às 15:41 ... A construção de uma Europa do EspÃrito, assente sobre os valores humanos e cristãos, e não de uma mera união económica tem sido a preocupação dominante de João Paulo II ao longo dos últimos anos, no que se refere ao processo de alargamento da União Europeia, reforçado pela redacção de um Tratado Constitucional. O Papa repetiu, nesta segunda-feira, que a Europa deve encontrar “os modos e os caminhos para construir a paz num clima de frutuosa colaboração, no respeito pelas culturas e os legÃtimos direitos de todosâ€, assumindo um papel de pacificação a nÃvel global. Ao receber em audiência o novo embaixador da Lituânia junto da Santa Sé, João Paulo II referiu-se directamente aos desafios levantados pelo alargamento e recordou à nova UE que tem o dever de “perseguir como objectivo o bem das pessoas e de toda a Europa, do Atlântico aos Uraisâ€. A herança particular que cada um dos 25 Estados-membros traz consigo foi destacada pelo Papa, o qual lembrou que a Santa Sé “não cessa de defender o direito dos povos a apresentar-se no cenário da história com as suas próprias particularidades, no respeito das legÃtimas liberdades de cada umâ€. Esse património particular, claramente marcado pela herança cristã, serviu para que João Paulo II assegura-se que a Igreja não está nem pode estar à margem da construção europeia. “No actual debate cultural e social, emerge a necessidade de sublinhar as raÃzes cristãs, das quais o tecido popular tira a linfa vital desde há séculosâ€, disse. Aos polÃticos europeus, o Papa receita o respeito pelo “nobre património de ideais humanos e evangélicosâ€, recomendando que todos se comprometam “na construção de uma sociedade livre, com sólidos fundamentos éticos e moraisâ€. Numa palavra particular aos católicos, fica o desafio de “colaborarem com todas as pessoas de boa vontade†na luta contra modelos de vida “secularistas e hedonistasâ€. “Os crentes estão dispostos a caminhar lado a lado com aqueles que, através de uma oportuna legislação e estilos de comportamento equilibrados, favoreçam a defesa da famÃlia e da vida, desde a sua concepção até à morte naturalâ€, concluiu. João Paulo II Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...