O contexto do mundo actual pede um testemunho efectivo de todos os cristãos, independentemente da confissão a que pertençam, para que seja promovido o diálogo inter-religioso, sejam superadas as barreiras entre os povos e seja tutelada a criação, defendeu João Paulo II ao receber em audiência a delegação do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.
Esta representação do Patriarcado que habitualmente vem a Roma por ocasião da solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, a 29 de Junho, foi considerada pelo Papa “um sinal da nossa comunhão de amor a Cristo e um gesto de fraternidade eclesial”.
João Paulo II sublinhou as iniciativas do Patriarca Bartolomeu I, como a sua participação em simpósios internacionais sobre o meio ambiente; o seu pronunciamento em homenagem aos 25 anos de pontificado do actual Papa ; e os seus esforços como interlocutor entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas.
“Este encontro de fim de Junho alimenta as nossas fraternas relações e apoia a nossa esperança de avançar passo a passo no longo caminho de plena comunhão e de superação das nossas históricas divisões”, acrescentou o Papa.