João Paulo II condenou hoje todos aqueles que “procuram segurança e estabilidade na violência”.
“O falso deus da violência, a que a humanidade continua a recorrer, mesmo nos nossos dias ensanguentados, vem acompanhado do imenso desfile das guerras, opressões, prevaricações, torturas e mortes execrandas, infligidas sem ponta de remorso”, referiu.
Comentando o Salmo 61 na audiência geral desta semana, o Papa considerou que a sociedade moderna tende a “idolatrar” a violência, o roubo e a riqueza, “contrários à dignidade do homem e à convivência social”.
“Submetendo-se a esta tríade diabólica, o homem esquece que os ídolos não só não têm nenhuma consistência, mas que são mesmo perigosos”, disse.
A corrupção, a injustiça social, a usura e a extorsão foram também condenados pelo Papa.
Para João Paulo II, se o homem tivesse uma maior consciência dos seus limites “não organizaria a sua vida sobre uma escala de pseudo-valores frágeis e inconsistentes”.