Olhos do mundo no G8 Octávio Carmo 05 de Julho de 2005, às 17:39 ... Vaticano pede compromisso pela erradicação da pobreza em Ãfrica Os olhos do mundo estão virados para a cimeira do G8 Cimeira do G8 (sete paÃses mais industrializados do mundo e Rússia) que amanhã se inicia na cidade escocesa de Gleneagles, entre esperanças e promessas de um mundo melhor e as inevitáveis polémicas sobre a forma de o conseguir. Os “grandes da Terra†são desafiados a assumir compromissos em favor da erradicação da pobreza, em especial no continente africano, anulando a dÃvida externa dos paÃses mais pobres e aumentando as ajudas ao desenvolvimento. Depois do “Live 8†e do apelo de Bento XVI em plena Praça de São Pedro para que se tomem “medidas concretas†contra a pobreza, espera-se que o G8 seja sensÃvel à necessidade de promover “o autêntico desenvolvimento†de Ãfrica, “um continente frequentemente abandonado" como lamentava o Papa. Também o presidente do Conselho PontifÃcio Justiça e Paz, Cardeal Renato Martino, elogiou iniciativas como os concertos “Live 8â€, mas assegurou que é necessário fazer muito mais por aliviar a pobreza da Ãfrica. “Há ainda um conhecimento inadequado no mundo sobre a tragédia da Ãfrica. O G8, as Nações Unidas, a União Europeia e todos devem fazer maisâ€, disse. O Cardeal Martino pediu à opinião pública que mantenha uma certa pressão sobre os lÃderes mundiais durante a cimeira do G8, explicando que “a pressão da opinião pública é essencial, a fim de que os paÃses e as organizações internacionais façam maisâ€. O representante da Santa Sé na ONU, o Arcebispo Celestino Migliore, congratulou-se em Nova Iorque pelo acordo alcançado em Junho passado pelos ministros da Economia dos paÃses do G8, no qual se prevê o perdão da dÃvida externa de 18 paÃses dentre os mais pobres do mundo. “Os lÃderes do G8, que se encontrarão em Gleneagles, devem prestar atenção aos pedidos dos cidadãos e da sociedade civil, e colocar de lado os respectivos interesses, dando prioridade ao cumprimento dos acordos assumidosâ€, disse o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas. D. Celestino Migliore precisou que estamos a falar de “somas muito modestas, se comparadas com as despesas militares e com os subsÃdios que diversos paÃses industrializados pagam a alguns sectores das suas respectivas economiasâ€. Na sua edição de amanhã, 6 de Julho, o jornal do Vaticano sublinha que “a maioria dos paÃses da Ãfrica subsaariana sobrevive (ou pelo menos tenta sobreviver) com uma média de dois dólares por diaâ€. "L’Osservatore Romano" lamenta que a intenção de eliminar a fome em 2015, incluÃdo nos Objectivos do Milénio, esteja hoje “reduzida a uma miragemâ€. A necessidade de socorrer as populações africanas é apresenta pelo Osservatore Romano como “uma corrida contra o tempoâ€. Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...