A situação de guerra que se vive na Terra Santa e na Palestina traça um cenário de opressão, medo e cerco de violência, afirma o Patriarca latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah, na sua mensagem de Quaresma.
“O assédio imposto a todos, a morte imposta a todos, a prisão e tortura para muitos, privações, demolições de casas e de terrenos cultivados, atentados e vítimas inocentes configuram o panorama actual do conflito no local”, constata.
“No meio de tudo isto, a nossa vida é uma busca difícil e penosa da justiça e da paz”, reconhece o líder dos católicos de rito latino da Terra Santa.
De acordo com o Patriarca Sabbah, os responsáveis pela guerra nessa região “parecem actuar nestes momentos como se fizessem planos de uma guerra permanente e não de uma paz definitiva”.
“Privar um povo da sua liberdade e da sua terra é uma opressão que nenhuma consciência pode aceitar”, acusou, em referência ao muro de segurança que o governo israelita está a construir na Cisjordânia.
O responsável católico não esquece os atentados terroristas, vincando que “matar inocentes para protestar contra a opressão é um facto que nenhuma consciência pode admitir”.
“Não queremos ser duas vezes vítimas da guerra, vítimas da demolição material e vítimas do ódio que derruba a pessoa humana”, explica.
O Patriarca Michel Sabbah dirige também uma palavra aos párocos, religiosos e religiosas católicos que, por estes dias, passam horas nos postos de controlo para levar a cabo o seu trabalho pastoral.
“Acolhamos estas dificuldades como forma de compartilhar os sofrimentos de todos os pobres desta terra”, convida.