Organizações católicas condenam terrorismo e desigualdades mundiais Octávio Carmo 24 de Novembro de 2007, às 17:34 ... 300 delegados de organismos eclesiais que trabalham no campo da justiça e da paz, em mais de 80 paÃses dos cinco continentes, lançaram no Vaticano um alerta contra o terrorismo internacional e o aumento das desigualdades entre ricos e pobres. O apelo foi deixado no II Congresso Mundial destes organismos eclesiais, sobre o tema "40.º aniversário da Populorum Progressio: o desenvolvimento do homem todo e de todos os homens", que chegou hoje ao fim. Em comunicado, o Conselho PontifÃcio Justiça e Paz (CPJP) assinala que em cima da mesa esteve o "inenarrável sofrimento das novas guerras fraticidas, a sanguinosa irrupção do terrorismo na cena mundial, o persistente aumento das escandalosas desiguladades entre paÃses ricos e pobres". Esta realidade, refere a nota oficial, "não deve levar a um sentimento de desespero ou de impotência paralisante", considerando que o nosso tempo "oferece também oportunidades únicas e muito promissores para o desenvolvimento integral e solidário da humanidade". O presidente do CPJP, Cardeal Renato Martino, afirmou que a globalização não deve ser "demonizada", dado que a mesma pode representar uma grande oportunidade desde que leve "à solidariedade global e à justiça social na perspectiva do bem comum universal da única famÃlia dos povos". O economista congolês Mati Mulumba, trouxe ao Congresso a "trágica realidade" africana: na região subsaariana, há 40 milhões de crianças que não vão à escola: 250 mil mulheres morrem todos os anos por complicações ligadas à gravides; um milhão de pessoas morrem por causa da malária; dois milhões são vÃtimas da Sida. Para o Cardeal Martino, é animador que a medicina pareça hoje em situação de "enfrentar os problemas das doenças endémicas e das pandemias". Aos participantes, este responsável da Cúria Romana ressaltou que "o desenvolvimento é, antes de tudo, um problema moral". Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...