João Paulo II lançou no passado sábado um novo apelo aos líderes religiosos de todo o mundo para que se unam na luta contra o terrorismo internacional.
“Estou cada vez mais convencido de que os líderes islâmicos, cristãos e judeus devem colocar-se na primeira linha quando chega a hora de condenar o terrorismo e negar aos terroristas toda e qualquer forma de legitimidade religiosa ou moral”, sublinhou o Papa ao receber em audiência o novo embaixador da Indonésia junto da Santa Sé, Bambang Prayitno.
O tema do terrorismo tem sido uma constante nas intervenções de João Paulo II desde o início do ano, com especial destaque para a Mensagem do Dia Mundial da Paz, onde escreveu “a luta contra o terrorismo deve traduzir-se também no plano político e pedagógico: por um lado, removendo as causas que estão na origem de situações de injustiça; por outro, insistindo numa educação inspirada pelo respeito da vida humana em todas as circunstâncias.”
No passado sábado o Papa reconheceu que “está claro que este funesto açoite (o terrorismo) foi crescendo de maneira mais vigorosa nos últimos anos, gerando massacres brutais que só servem para exacerbar situações difíceis, aumentar tensões e apagar possibilidades de paz entre povos e nações”.
“A Indonésia experimentou estes atrozes actos de violência e de desprezo pelo carácter inviolável da vida humana inocente”, referiu.
A série de atentados terroristas que abalaram a Indonésia devem servir de lição ao mundo, disse ainda o Papa. “A resposta ao terrorismo não pode ser movida pelo ódio nem basear-se em medidas meramente punitivas ou repressivas; é necessário eliminar suas causas”, explicou
No dia 12 de Outubro de 2002 extremistas que pertencem ao grupo Jeemah Islamiah, relacionado com a rede terrorista Al-Qaeda, destruíram dois clubes na ilha turística de Bali, em atentados que tiraram a vida de 202 pessoas. Este atentado, reconheceu o Papa, “continua sumamente presente na mente e no coração da comunidade internacional”.
“É necessário um compromisso para empreender programas educativos que estejam inspirados em promovam o respeito da vida humana em todas as circunstâncias», vincou o Papa.