Vaticano

«Osservatore Romano» rejeita acusações de Gianfranco Fini

Agência Ecclesia
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O jornal do Vaticano rejeitou nesta Quarta-feira as críticas à Igreja Católica por causa da sua alegada passividade em relação às leis raciais de Mussolini, declarando que o autor destas denúncias, o presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, é "um herdeiro do fascismo". "O facto de um dos herdeiros políticos do fascismo - único responsável pelas leis raciais das quais quer, de forma louvável, distanciar-se - questionar hoje a Igreja Católica constitui um motivo de surpresa", escreveu o "Osservatore Romano". Terça-feira, por ocasião de uma cerimónia para recordar a promulgação das leis raciais de 1983, Fini declarara que "a ideologia fascista não explica por si só a infâmia" destas leis, "às quais poucas pessoas se opuseram, nem mesmo, e lamento dizer isso, a Igreja Católica". Gianfranco Fini, líder do partido Aliança Nacional, é procedente do antigo movimento neofascista MSI. "Não é verdade que a Igreja italiana não tenha se oposto às leis raciais", afirmou o jornal do Vaticano, destacando que as declarações de Fini suscitaram "espanto e polémica". Redacção/AFP


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