Vaticano

Padres em tempo de Guerra

Rádio Vaticano
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Nem mesmo os horrores de uma guerra interrompem a missão evangelizadora da Igreja Católica. Foi assim durante a II Guerra Mundial, na Itália. Sacerdotes italianos participaram na guerra, aliviando o sofrimento espiritual dos combatentes. Porém, os sacerdotes também tinham opiniões pessoais e alinhavam em lados opostos do conflito. Essa historia é narrada pelo livro "Jesus de camisa negra, Jesus resistente", lançado na Itália pelo jornalista e escritor Ulderico Munzi. O autor conta como foi a participação na guerra de 11 sacerdotes italianos, todos eles ainda vivos. O depoimento dos padres mostra como foi possível conciliar as obrigações do ministério com a própria visão dos acontecimentos. "Da visão dos sacerdotes, posso dizer que estiveram com o fascismo aqueles que obedeciam à forma como tinham sido educados. Os outros, contudo, seguiam o vento da liberdadeâ€, explica Ulderico Munzi em entrevista. Sessenta anos após o fim da II Guerra Mundial, o autor conta também que os padres não conseguem esquecer o sofrimento e os momentos dramáticos do conflito. "Um dos sacerdotes, Pe. Gino Marchesini, assistiu ao massacre de Oderzo, onde os combatentes comunistas chamavam um a um, os guardas nacionais, dizendo-lhes que os levariam para casa. Os guardas iam e depois eram massacrados, sendo arrastados pela corrente do rio - Gino Marchesini nunca esquecerá issoâ€, conclui.


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