Papa atento aos flagelos da pobreza, da SIDA e da guerra Octávio Carmo 14 de Dezembro de 2006, às 15:48 ... Bento XVI manifestou hoje a sua preocupação perante os flagelos da pobreza, da SIDA e da guerra que atingem a população mundial, em especial os mais pobres. “O ano que se está a concluir teve numerosos conflitos nos vários continenteâ€, lamentou o Papa, ao receber no Vaticano os novos embaixadores da SÃria, Uganda, Quirguistão, Dinamarca, Lesoto e Moçambique. Perante o crescimento de “focos de tensão que não param de se desenvolver, fazendo grande número de vÃtimasâ€, Bento XVI pede o compromisso de todos os lÃderes polÃticos em favor da paz, assegurando a Santa Sé segue com preocupação estas situações que colocam em risco a sobrevivência de muitas populações. O Papa condena o facto de se “colocar o fardo do sofrimento e da falta dos bens mais essenciais sobre os mais pobresâ€. Após ter lembrado que é dever das autoridades “escutar o próprio povo, procurando as soluções mais apropriadas para responder à s situações de desemprego e pobrezaâ€, Bento XVI frisou que “a procura da paz, da justiça e do entendimento cordial entre todos deve ser um dos objectivos prioritários†da acção diplomática, “exigindo das pessoas que exercem responsabilidades uma atenção à s realidades concretas do paÃs, procurando suprimir tudo aquilo que se opõe á equidade e à solidariedade, a começar pela corrupção e a falta de partilha dos recursos económicosâ€. Abstinência e fidelidade No discurso que dirigiu ao representante do Lesoto, Bento XVI falou sobre a “praga da SIDA que atinge milhões de pessoas no continente africano, levando a sofrimentos inenarráveis para as populaçõesâ€. Nesse sentido, o Papa assegurou “o compromisso da Igreja Católica para fazer todos os possÃveis para levar ajuda aos que são atingidos por esta cruel doençaâ€. Bento XVI disse que para acabar com a epidemia da SIDA o melhor caminho é "a fidelidade matrimonial e a castidade", acrescentando que "é de vital importância comunicar a mensagem de fidelidade matrimonial e de abstinência fora do matrimónio para evitar a infecção". O Papa falou sobre a difusão do HIV também com a nova embaixadora do Uganda, a princesa Elizabeth Bagaya. "A colaboração entre a Igreja e a sociedade civil levou a enormes benefÃcios no Uganda, principalmente nas áreas da educação, medicina e na luta contra a SIDA. As estatÃsticas no paÃs comprovam a eficácia de uma polÃtica pública baseada na abstinência sexual e fidelidade matrimonialâ€, referiu. “Espero sinceramente que o povo ugandês possa continuar a prestar atenção e fortalecer o nosso apoio", apontou. Sobre este paÃs, o Papa falou ainda da crise que se vive a Norte, onde a “violência prolongada†tem provocado efeitos trágicos sem que a comunidade internacional preste “a devida atenção à grave crise humana que afecta mais de um milhão de pessoasâ€. Bento XVI disse também que "os valores que provêm de uma autêntica compreensão do matrimónio e da famÃlia constituem o único fundamento seguro para uma sociedade estável". Falando ao representante da Dinamarca, o Papa frisou que, apesar de a comunidade católica no paÃs ser pequena, esta quer cooperar com os outros cristãos para a construção de boas polÃticas sociais, em especial no que diz respeito “ao papel essencial da famÃlia fundada no matrimónio, à educação das crianças, ao respeito pelo dom divino da vida desde a concepção até à morte natural e à guarda responsável do meio ambienteâ€. Convivência entre religiões Ao representante da SÃria, o Papa falou da importância da “convivência pacÃfica entre as várias religiõesâ€, dando este paÃs como um exemplo de tolerância. Apesar disso, apelou ao “reconhecimento jurÃdico†da comunidade católica local e à devolução de bens confiscados pelo Estado. Lembrando os conflitos armados que ameaçaram, recentemente, a paz e a estabilidade no Médio Oriente, Bento XVI sublinhou que “a Santa Sé defende que as soluções só são possÃveis no âmbito do direito internacionalâ€. Com o representante do Quirguistão, o Papa acenou aos tempos da “intimidação na história da Ãsia Centralâ€, quando os fiéis das várias religiões neste paÃs sentiam o desejo de “liberdade e justiçaâ€. Hoje, referiu, esse anseio concretiza-se “na tolerância demonstrada em relação à s religiões e comunidades étnicasâ€, destacando a importância desta atitude num paÃs que tem “uma posição geográfica única como cruzamento culturalâ€. Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...