Vaticano

Papa condena lei da eutanásia no Luxemburgo

Octávio Carmo
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Bento XVI manifestou hoje a sua “vivíssima preocupação” em relação ao debate actualmente em curso no Luxemburgo, sobre a eutanásia e o suicídio assistido, ao receber o novo embaixador desse país na Santa Sé. “Os responsáveis políticos, cujo dever é servir o bem do homem, bem como os médicos e as famílias, devem lembrar-se de que a decisão deliberada de privar um ser humano inocente da sua vida é sempre errada do ponto de vista moral e nunca pode ser lícita”, indicou. O Papa louvou a preocupação manifestada através de “felizes disposições” em relação aos cuidados paliativos, “a fim de tornar o sofrimento mais suportável na fase final da doença”, colocando esta opção no plano oposto ao da eutanásia. Para Bento XVI, é essencial que exista “acompanhamento” e maior solidariedade e apoio aos doentes, favorecendo “um acompanhamento humano apropriado”. Em conclusão, o Papa deixou um apelo para que o Luxemburgo se mantenha fiel às “suas raízes cristãs e humanistas”, procurando “promover o bem comum” e reafirmar “o carácter inviolável da vida humana”. A segunda e última votação da lei luxemburguesa sobre a eutanásia tem lugar hoje. A nova lei estabelece que a eutanásia seria permitida para doentes terminais ou pacientes com doenças incuráveis, depois de estes terem pedido em várias ocasiões para morrer e com o consentimento de dois médicos e um painel de peritos.


Bento XVI