Bento XVI defendeu este Sábado que os cristãos devem conjugar "uma coerente vida de fé com o cansaço e as dificuldades do trabalho, o lucro pessoal e o compromisso de solidariedade para com os necessitados".
O Papa falava a 7 mil dirigentes e sócios da Confartesanato italiana, a Confederação dos Artesãos, recebidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, louvando o compromisso da associação, fundada em 1946, pela "indubitável contribuição" dada "para a construção da moderna nação italiana".
Bento XVI aproveitou a ocasião para reflectir sobre a realidade do mundo do trabalho que, ressaltou, "no axtual momento histórico, se encontra no centro de vastas transformações sociais, transformações que são sempre mais rápidas e complexas".
Se ontem, o termo artesão "evocava algo de antigo", "hoje significa, sobretudo, autonomia, criatividade, personalização na produção de bens e serviços".
O trabalho "pertence à condição originária do homem", frisou o Papa, citando a encíclica Laborem Exercens, segundo a qual "o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho".
A Igreja, precisou, "proclama, assim, sem cessar, o primado do homem sobre a obra das suas mãos, e recorda que tudo deve ser subordinaod ao verdadeiro progresso da pessoa humana e ao bem comum: o capital, a ciência, a técnica, os recursos públicos e a própria propriedade privada".
"Como cristãos, empenhem-se em viver e testemunhar o 'Evangelho do trabalho', conscientes de que o Senhor chama todos os baptizados à santidade, mediante as suas ocupações diárias", concluiu.
(Com Rádio Vaticano)