Papa destaca valor da arte religiosa Octávio Carmo 21 de Maio de 2008, às 16:00 ... Bento XVI dedica audiência a poeta sÃrio do séc. VI e frisa perenidade das criações artÃsticas inspiradas pela fé Bento XVI destacou hoje o valor das obras artÃsticas inspiradas pela fé, numa audiência geral dedicada à figura pouco conhecida de São Romano, o melodioso, um diácono sÃrio do século XVI que viveu num mosteiro da periferia de Constantinopla, actual Istambul. “As Catedrais não são monumentos medievais, mas casas de vida, onde nos sentimos em casa, encontramos Deus e nos encontramos com os outros. Também a grande música gregoriana, Bach ou Mozart cantados na Igreja não são coisas do passadoâ€, disse esta Quarta-feira, no Vaticano. A chuva desta manhã obrigou a que a habitual audiência das Quartas-feiras se realizasse em dois momentos, primeiro na BasÃlica de São Pedro e depois na Sala Paulo VI A respeito da figura de São Romano, o Papa afirmou que “a poesia une a Terra ao ParaÃso†e que este escritor soube “transformar a teologia em poesiaâ€, deixando, segundo a tradição, mais de mil hinos sagrados. “A fé é amor e, por isso, cria poesia e música; a fé é alegria, por isso cria belezaâ€, precisou. Neste contexto, o Papa explicou que “se a fé é viva, a cultura cristã não é passado, mas torna-se viva e presenteâ€. Aos fiéis, na intervenção em espanhol, Bento XVI lembrou a capacidade comunicadora de São Romano, alguém que se dirigia directamente aos seus interlocutores, “com grande criatividade, com metáforas, cantos e Ãconesâ€. “São especialmente famosas as suas homÃlias poéticas cantadas, chamadas ‘kontákia’, que fizeram dele um dos autores mais representativos de hinos litúrgicos da Igreja cristã do Orienteâ€, assinalou. O Papa apontou ainda o “comportamento coerente com que pregava. Pela sua fé, humildade e arte, tornou-se modelo do diácono que estuda, assimila e encarna a Escrituraâ€. N intervenção em português, o Papa deixou uma “saudação amiga para todos vós, peregrinos de lÃngua portuguesa, com menção especial para os grupos paroquiais de Guifões, em Portugal, e do Senhor Bom Jesus em Limeira, no Brasilâ€. “Esta peregrinação a Roma encha de luz e fortaleza o vosso testemunho cristão, para confessardes Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vida: fora d'Ele, não há vida, nem esperança de a ter. Com Cristo, sucesso eterno à vida que Deus vos confiouâ€, indicou. Bento XVI deixou ainda uma saudação à delegação de oficiais do Comando Nato de Nápoles, desejando que “a vossa cooperação ao serviço da paz contribua para um futuro de esperança para as gerações vindourasâ€. Antes, exortara todos os presentes a “testemunhar o amor que muda a vida, sobretudo junto das pessoas mais fracasâ€, procurando assim construir “um mundo mais justo e solidárioâ€. Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...