Bento XVI deslocou-se esta Quinta-feira a São João de Latrão, para a celebração da Solenidade do Corpo de Deus, que se concluiu com uma procissão eucarística até à Basílica de Santa Maria Maior, nas ruas de Roma. Na homilia da Missa o Papa falou do significado desta Solenidade e salientou que a Eucaristia nunca poderá ser um acto privado, reservado a pessoas que se escolheram por afinidades ou amizade.
“A Eucaristia é um culto público, que nada tem de esotérico, de exclusivo. Estamos unidos – disse Bento XVI – para além das nossa diferenças de nacionalidade, de profissão, de extracção social ou ideias politicas: abrimo-nos uns aos outros para nos tornarmos numa única coisa a partir dele”.
“Esta foi desde o início uma característica do cristianismo realizada visivelmente ao redor da Eucaristia, e é preciso vigiar para que as tentações de particularismo, embora em boa fé não, corram em sentido oposto”, acrescentou.
Para o Papa, outro aspecto constitutivo da festa do Corpo de Deus é o “caminhar com o Senhor”. “Com o dom de si mesmo na Eucaristia, o Senhor Jesus liberta-nos das nossas paralisias, faz-nos avançar, dar passos em frente, com a força deste Pão da vida”, disse.
“A procissão do Corpo de Deus - salientou Bento XVI – ensina-nos que a Eucaristia quer libertar-nos de qualquer tipo de desconforto, quer fazer-nos levantar, para que possamos empreender o caminho com a força que Deus nos dá mediante Jesus Cristo”.
“A Eucaristia é o Sacramento do Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas que se coloca ao nosso lado e nos indica a direcção”, acrescentou.
A concluir a sua homilia, Bento XVI salientou que os cristãos se ajoelham somente diante do Santíssimo Sacramento, “porque sabemos e acreditamos que nele está presente o único verdadeiro Deus”.
“Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos”, apontou.
(Com Rádio Vaticano)
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