Vaticano

Papa espera crescimento da Igreja em Cuba

Octávio Carmo
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Bento XVI espera que a Igreja Católica cresça em Cuba e convidou os fiéis da ilha a dar “um novo impulso à incansável acção missionária nesse país, perante os desafios da sociedade culturalâ€. Dando graças a Deus pelo passado e o presente da vida “dessa amada Igreja em Cubaâ€, o Papa dirigiu-se aos participantes na I Assembleia Missionária de Cuba, que decorreu na semana passada. O texto foi lido pelo Núncio Apostólico, D. Luigi Bonazzi, no encontro que congregou 141 delegados representantes das 11 dioceses cubanas - 6 sacerdotes, 13 religiosas, 1 religioso e 11 diáconos permanentes - e 110 leigos missionários, além de 23 seminaristas. Esta Assembleia Missionária foi uma das actividades centrais do Ano Missionário 2005 proclamado pela Igreja em Cuba, com o lema “Anunciemos a Cristo acompanhados pela Virgem da Caridadeâ€. A Constituição cubana proclama objectivos ateus e materialistas, apesar de garantir oficialmente a liberdade de religião. As actividades religiosas, contudo, são fortemente controladas no país e os Bispos de Cuba nunca esconderam as suas preocupações a esse respeito, mesmo após as esperanças geradas pela histórica vista a Cuba, em 1998 de João Paulo II. UE preocupada A situação de direitos humanos em Cuba é bastante negativa e a União Europeia deve ter um papel mais actuante, diz José Ribeiro e Castro. Numa altura em que em Bruxelas está decorrer um seminário promovido pelo grupo do Partido Popular Europeu e pelo Comité para a Democracia em Cuba, Ribeiro e Castro, líder do CDS-PP, dá exemplos do desrespeito pelos direitos fundamentais. "Ainda recentemente foram expulsos alguns deputados da Europa que procuravam participar numa manifestação em Cuba. É necessário que a UE seja mais solidária para com aqueles que lutam pela transição pacífica para a democracia em Cuba", afirmou.


Bento XVI