João Paulo II pediu às universidades, academias e centros de estudos superiores que façam o possível para que “nenhuma ideologia interrompa o diálogo entre a fé e a razão”.
O Papa lançou ontem este apelo ao receber os representantes das comunidades académicas de Wroclaw e Opole (Polónia), que chegaram ao Vaticano acompanhados pelo cardeal Henryk Roman Gulbinowicz, arcebispo de Wroclaw. Os compatriotas entregaram João Paulo II o Laurel de Ouro Académico, por ocasião do 50º aniversário da defesa da sua tese para a habilitação à cadeira de professor na Faculdade de Teologia da Universidade Kagellonica.
Nas palavras que lhes dirigiu, o Papa recordou que a sua habilitação foi a última concedida por esta faculdade de Teologia antes de as autoridades comunistas a fecharem.
“A vossa presença aqui inspira-me a certeza de que este diálogo vivificante entre fé e razão durará e que nenhuma das ideologias actuais conseguirá interrompê-lo”, disse João Paulo II.
“Esta certeza é reforçada em mim graças aos encontros com cientistas e professores de diversas disciplinas que dão testemunho do desejo profundo de diálogo e de busca comum da verdade”, acrescentou.
O Papa já dedicou a este tema a encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão), assinada a 14 de Setembro de 1998, onde afirma que “a fé e a razão são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”.