Bento XVI lamentou este Domingo que o Natal de milhões de pessoas em todo o mundo vá ser vivido com guerra e “sem alegria”.
“Pensemos nos nossos irmãos e irmãs que, especialmente no Médio Oriente, nalgumas zonas da África e noutras partes do mundo vivem o drama da guerra: que alegria podem viver? Como será o seu Natal?”, perguntou, antes da recitação dominical do Angelus.
Bento XVI convidou todos os jovens que perderam o sentido da verdadeira alegria e a procuram na droga, no consumismo, nos falsos divertimentos, a redescobrirem o sentido do Natal.
“Pensemos naqueles – especialmente os jovens – que perderam o sentido da verdadeira alegria e a procuram em vão lá onde é impossível encontrá-la: na corrida exacerbada para a auto afirmação e o sucesso, nos falsos divertimentos, no consumismo, nos momentos de inebriamento, nos paraísos artificiais da droga e de toda a forma de alienação”, apontou.
“A alegria que a liturgia desperta nos corações dos cristãos - disse o Papa - não é reservada somente a eles: é um anúncio profético destinado á humanidade inteira, de maneira particular aos mais pobres, neste caso aos pobres de alegria”, disse.
Depois da recitação do Angelus o Papa lançou um apelo a favor dos milhares de refugiados iraquianos na Síria, obrigados a deixar o seu país por causa da situação que estão a viver.
Bento XVI assegurou o empenho da Caritas na Síria e dirigiu-se depois à sensibilidade dos privados, das organizações internacionais e dos governos para que envidem esforços ulteriores para ir ao encontro das suas grandes necessidades.
“Elevo ao Senhor a minha oração - disse o Papa a concluir – para que dê conforto a estes irmãos e irmãs e mova a generosidade o coração de tantos”.
(Com Rádio Vaticano)