Bento XVI referiu-se esta Quinta-feira à acção pastoral da Igreja nas Forças Armadas, justificando-a com a necessidade de “responder à busca de sentido” e de oferecer aos militares católicos uma assistência “humana e espiritual”.
“Acompanhando os militares católicos e as suas famílias, a Igreja deseja ajudá-los a cumprir a sua missão específica, apoiados nos valores humanos e morais do cristianismo, para que sirvam fielmente a sua pátria e construam a sua vida pessoal e familiar segundo a sua vocação cristã”, disse.
O Papa falava no Vaticano, ao receber o novo embaixador do Gabão, a quem manifestou o desejo de “poder organizar melhor a pastoral das Forças Armadas, cuja missão é particularmente delicada e constitui, antes de mais, um serviço à paz, à justiça e à segurança tanto no país como na região”.
“Compete aos pastores da Igreja seguir o conjunto do rebanho que lhes foi confiado e é oportuno que os membros das Forças Armadas possam constituir-se em comunidades cristãs particulares, sob a condução de um pastor que saberá reconhecer e respeitar a especificidade do mundo militar”, indicou.
Depois de destacar o contributo da Igreja para “a história e construção” deste país africano, Bento XVI convidou os líderes africanos a um compromisso “cada vez maior para um mundo pacifico, fraterno e solidário”.
O Papa apelou ainda ao “respeito pela legalidade em todos os domínios” e à “luta contra todas as formas de corrupção”.